História da Freguesia

Como nasceu Maçainhas

Maçainhas é uma aldeia muito antiga cujo nome primitivo foi Granja de Maçainhas. Este nome é bem revelador das tradições agrícolas da freguesia e do seu povoamento que pode ser situado em tempos remotos.
A granja de Maçainhas pertencia ao mosteiro de Salzedas que, em 1210, a aforou a seis moradores para que cultivassem as suas terras com foro de sexto e décimo sobre todos os frutos, excepto os das hortas e pomares.
O Mosteiro assegurava o acompanhamento espiritual, enviando para a granja um padre que prestaria o apoio religioso.
As terras aforadas aos moradores haviam sido doadas ao Mosteiro de Salzedas que, através de doações ou aforamentos, como é o caso de Maçainhas, asseguravam a sua colonização e o seu cultivo.
Posteriormente, D. João Femandes, um dos mais importantes abades do Mosteiro de Salzedas, institui a Paróquia de Maçainhas que, mais tarde, viria a ser um curato de apresentação do prior de Santiago, da cidade da Guarda.
Documentos do início do século XIII referem-se já ao lugar de Maçainhas, ou Granja de Maçainhas. No entanto, alguns vestígios arqueológicos permitem fixar a sua fundação em datas bem mais anteriores, a saber: o Castro de Maçainhas que se situa no topo do monte da Portela e que foi inicialmente habitado pelos Lusitanos, antes da chegada dos Romanos a este território. Existem ainda vestígios da existência de sepulturas antropomórficas que testemunham o carácter remoto deste lugar.

Chãos

A palavra "chão" é utilizada para designar uma pequena parcela de terra. Como esta zona era muito rica, e os solos muito férteis, ela foi dividida por várias pessoas que gostavam de cultivar a sua parcela - o seu chão. Assim, juntavam-se pessoas vindas de Maçainhas, da Guarda e do Mondego e, com o tempo, os proprietários começaram a fixar residência nessa zona e deram lugar à criação desta povoação ligada à freguesia de Maçainhas e que recebeu o nome de Chãos.
No que diz respeito a factos históricos, acredita-se que no local onde hoje se encontra a povoação, seriam antigamente os "Casais da Granja do Poio", incluídos no aforamento, em 1356, da Granja do Poio.
As casas desta granja e a maior parte das suas terras encontram-se presentemente submersas pelas águas da Barragem do Caldeirão.

 

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Cubo

No Livro de Baptismos da Freguesia de Maçainhas (de 1628 a 1650) encontra-se uma referência a este lugar como" Quinta do Cubo", que é mencionada como um dos lugares pertencentes à freguesia de Maçainhas.
A palavra "cubo" significa a cale (o rego) coberta que leva a água até à roda do moinho. Segundo documentos que datam de 1758 existiam, por esta altura, no lugar do Cubo, seis moinhos que dependiam das águas do ribeiro que nasce na Quinta do Pina. Hoje em dia só existem ruínas de tais moinhos mas diz-se que estiveram em funcionamento até 1940.
Foram, pois, os regos - os cubos - que conduziam a água aos moinhos que deram origem ao nome desta povoação.

Gulifar

Antigamente designada por "Quinta do Gulifar", esta povoação encontra-se referenciada no Livro de Baptismos da Freguesia de Maçainhas.
Não existem dados concretos sobre a sua origem histórica, mas existem vestígios que se acredita serem romanos - fonte de mergulho situada junto às casas.

Prado

Na freguesia de Maçainhas existia um lugar chamado "Pé de Alcaide" que se julga tratar-se de prédios rústicos para cultivo. Esses terrenos e respectiva habitação, deveriam ter pertencido à Alcaidaria da Guarda e o seu alcaide usufruiria dos beneficios.
Posteriormente, esse lugar terá passado a ser pertença de particulares, com a denominação de "Quinta do Prado". Com o desenvolvimento habitacional e o aumento da população, o presentemente designados "Prado" constituiu mais um lugar da freguesia de Maçaínhas de Baixo.

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